SOBRE SOLIDARIEDADE

Ser solidário não é uma característica inata; é algo que deve ser aprendido.
Como ensinar solidariedade para crianças?
A solidariedade é uma habilidade que deve ser aprendida e estimulada desde a infância. Para que esse aprendizado seja pleno, as crianças precisam ser estimuladas frequentemente, e os pais são peças-chave desse processo.
O Cooperar agradece os pais que estimularam a participação da criança na Campanha desenvolvida pela Escola de Mães Luz.

Este é um ótimo momento para falar sobre solidariedade para crianças, incentivando-as a serem menos egoístas.
Afinal, o pensar e agir em benefício do outro nunca foi tão importante como nesse tempo de enfrentamento ao Coronavírus.
Apesar de a pandemia do Covid-19 ter causado muitos males para o mundo – mortes, desemprego, distanciamento daqueles que amamos – ela aflorou sentimentos e comportamentos bons, entre eles, a empatia e a solidariedade.
No entanto, ser solidário não é uma característica inata; é algo que deve ser aprendido. Acompanhe nossas dicas de como tornar os pequenos mais generosos.

Como ensinar solidariedade para crianças:


A solidariedade é uma habilidade que deve ser aprendida e estimulada desde a infância. Contudo, os pais não devem cobrar que seus filhos compartilhem brinquedos e roupas antes que estejam na fase de desenvolvimento em que essa ação é esperada.
Crianças de até 3, 4 anos de idade têm bastante dificuldade em dividir e emprestar seus objetos. Algumas vezes, podem até ter atitudes solidárias, mas em outras situações são extremamente egoístas.
À medida que crescem, elas aprendem a lidar de maneira mais saudável com o outro. Isso porque enquanto ocorre o desenvolvimento cerebral, elas vão adquirindo competências socioemocionais importantes para aprender a viver bem em sociedade.
Entretanto, para que esse aprendizado seja pleno, os pequenos precisam ser estimulados frequentemente, e os pais são peças-chave desse processo.
Então, afinal, como ensinar solidariedade para crianças? Veja 10 dicas a seguir:


1 – Ofereça brinquedos que estimulem o compartilhamento


Jogos de tabuleiro, materiais para atividades artísticas e casinha de bonecas, por exemplo, estimulam brincadeiras nas quais o compartilhamento é necessário. Isso faz com que a criança perceba o quanto pode ser divertido dividir seus objetos com o outro.


2 – Tenha comportamentos solidários dentro de casa


Empreste ou dê algum objeto seu para a criança. Desta forma, ela será incentivada a fazer o mesmo com as coisas dela.


3 – Não obrigue a criança a emprestar ou a doar seus brinquedos ninguém precisa compartilhar tudo o que tem.

Então, mostre para seu filho que ele pode ter alguns objetos os quais só ele pode mexer. Assim, quando um amigo for em sua casa, diga para que ele separe os brinquedos que ele não gostaria que o amigo mexesse.
A mesma coisa vale para objetos que serão destinados à doação. Não os separe por conta própria. A criança deve participar desta ação e ter direito a escolher os que não deseja doar. É claro que os pais devem estimular o bom senso. Como já citamos, as crianças costumam ser naturalmente egoístas. Então, converse e incentive que ela separe aqueles brinquedos e roupas que não usa mais.


4 – Não rotule seu filho.


Quando seu filho não quiser emprestar ou doar algo a um amigo ou irmão, em vez de dizer “você é egoísta”, diga: “estou insatisfeito como você agiu, mas vou lhe ajudar a agir diferente”.


5 – Para crianças menores, use a distração


Crianças pequenas têm mais dificuldade para serem solidárias. Então, quando houver uma disputa por um brinquedo, por exemplo, tire o foco daquele objeto, apresentando outra opção para elas brincarem, se possível, juntas.


6 – Seja um bom exemplo de solidariedade


Para ensinar solidariedade para crianças, o exemplo é uma ótima ferramenta. Aproveite este momento de pandemia que vivenciamos e mostre a seu filho que há pessoas que estão passando por muitas necessidades e que é preciso ajudá-las.
Que tal separar roupas, cobertores e brinquedos em bom estado, higienizá-los e doá-los para famílias carentes ou instituições que atendem essas famílias?
Vocês podem também doar alimentos ou até participar de uma ação de preparo de refeições para moradores de rua. Como é necessário manter o distanciamento, você pode entrar em contato com alguma instituição ou ONG que realiza esse trabalho e saber que tipo de comida você pode preparar em casa para ajudar.
Nestas ações, incentive a participação ativa de seu filho. Mostre para ele que a solidariedade faz bem para quem recebe a doação, mas, principalmente, para quem faz a boa ação.


7 – Adote a educação positiva


Uma educação permissiva ou autoritária demais não é eficaz para ensinar solidariedade para crianças, nem qualquer outro valor importante para se viver bem em sociedade.
O ideal é estabelecer uma educação com base no diálogo, no afeto e no respeito.


8 – Ensine sobre empatia


A solidariedade está diretamente ligada à empatia. Por isso, é importante a criança saber se colocar no lugar do outro. Não basta doar um brinquedo, por exemplo. A criança precisa entender que aquele que está recebendo seu brinquedo usado tem muito menos e sente uma enorme felicidade quando é presenteado.

Ao ensinar sobre empatia, fale também sobre respeito à diversidade e às pessoas com deficiência, converse ainda sobre preconceito e bullying.

9 – Pratique a solidariedade o ano todo


Geralmente, as famílias costumam ser bastante solidárias em datas especiais como o Dia das Crianças ou Natal. No entanto, se o objetivo é ensinar solidariedade para crianças, elas devem aprender que as boas ações devem ser praticadas com bastante frequência e não somente em algumas ocasiões.

10 – Utilize os livros para ensinar solidariedade para crianças


A leitura infantil é uma ótima ferramenta para o ensino de várias habilidades cognitivas, sociais e emocionais. Por meio das narrativas, as crianças podem aprender com os personagens comportamentos saudáveis como a solidariedade.

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A IMPORTÂNCIA DA CONVIVÊNCIA NA EDUCAÇÃO INFANTIL

No passado.

Vamos primeiro pensar numa família grande. Daquelas com 10, 12 filhos. O que normalmente acontecia era uma convivência sadia, em que os mais velhos ajudavam e protegiam os mais novos, vivenciando situações que estimulavam o senso de responsabilidade, preparando-os para a vida. Os irmãos mais novos aprendiam sobre a vida com os mais velhos, com enriquecimento de experiências e aumento da segurança. Essa troca era um processo de socialização natural que acontecia no tempo certo. Teoricamente, não sabemos se na prática era realmente assim.

No presente

No Cooperar essa troca, essa socialização natural acontece em um grupo de aprendizagem, com crianças de dois a cinco anos.  Acreditamos que tanto a criança mais velha, como a mais nova vão se enriquecer com essa convivência.

Mas, você pode estar pensando: “Bonito de dizer, difícil de fazer…” Nossa resposta é que não será difícil trabalhar com crianças de idades diferentes, se tomarmos uns tantos cuidados, tais quais:

1 – planejar com as crianças;

2 – propor-lhes atividades diversificadas;

3 – fazer agrupamentos.

Vamos pensar sobre cada um desses:

1 – Planejar com as crianças

É necessário entender que o mais importante é planejar com elas e não para elas. Observar bem as crianças, conversar muito com elas, ouvir sempre o que têm a dizer. Procurar perceber de que elas mais gostam, para depois planejar, no início de cada dia, o que vão fazer. Também avaliar com elas o que fizeram, ao final de cada dia.

2 – Propor atividades diversificadas

É simplesmente criar condições para a criança poder escolher diferentes atividades, num certo espaço de tempo, sempre mediado pelas professoras. Por exemplo: enquanto  um grupo trabalha com os blocos atributos/blocos lógicos, outro grupo pinta com guache, outro manipula livros de história, etc.

3 – Fazer agrupamentos

Quando dizemos “fazer agrupamentos”, significa formar grupos de crianças no espaço pedagógico. Não é fazer seriação na Educação Infantil, a seriação não tem razão de ser, mas sim o agrupamento, de acordo com o estágio de desenvolvimento de cada uma, para a realização de certas atividades, e em função do amadurecimento, para facilitar a interação da aprendizagem.

E a idade? É apenas um dos aspectos do agrupamento, porque normalmente cada idade corresponde a estágios do desenvolvimento infantil. Mesmo assim, os grupos formados não serão fechados, nem eternos. Tampouco as crianças ficarão com o “rótulo” do grupo X ou Y. Os grupos existem apenas como recurso para nós trabalharmos, e só em certos momentos do dia. Por exemplo, quando precisamos sistematizar conhecimentos das crianças, ou quando formos ensinar uma nova técnica de pintura, etc., chamamos determinado grupo. Muitas vezes, conforme a atividade, os grupos poderão ser outros, bem “misturados”, em que crianças maiores ensinam as menores. Mas nunca o agrupamento poderá prejudicar o que nós chamamos de convivência ou socialização natural. Quer dizer, como as crianças maiores e menores precisam conviver na Educação Infantil.

De tudo o que dissemos, você deve estar pensando: se eu tenho crianças de quatro, cinco e seis anos, como será no ano que vem? Como ficarão as crianças de quatro e cinco anos, se elas “repetirem”?

Nossa resposta é simples: as crianças ficarão muito bem, se planejarmos as atividades junto com elas, atendendo ao que gostam e querem fazer. Se, por vezes, a atividade for a mesma ou o material repetido, isto não significa que a criança vá se desinteressar por já conhecê-los, ao contrário, ela vai colaborar com o grupo, sentir-se valorizada por compartilhar o conhecimento. Também vai desenhar, modelar, recortar, colar, manipular blocos lógicos, manusear livros, ouvir histórias com um desempenho diferente, de acordo com o seu atual estágio de desenvolvimento.

É tão comum a criança ouvir uma história e pedir ao adulto que a repita duas, três, quatro vezes…