RESPEITAR AS CRIANÇAS

No dia a dia, pode-se observar como as crianças são diferentes entre si. Algumas gostam muito de falar, inventar histórias, dramatizar, outras preferem atividades de correr, pular e subir, outras, ainda, ficam mais tempo em atividades calmas, como desenhar, pintar e armar joguinhos. Todas elas, no entanto, são curiosas, e as novidades representam sempre motivo de descobertas.

Por exemplo, os nossos animais domésticos despertam a curiosidade das crianças. É maravilhoso para elas lhes observarem e descobrirem a cor, o corpo, o modo de andar e comer, etc. Estamos, em vários momentos, criando situações em que as crianças ampliem seus conhecimentos. A variedade de atividades desenvolvidas pelas crianças, de acordo com seus interesses, permite-lhes que trabalhem satisfeita e, ao mesmo tempo, que se sintam seguras e confiantes. Apoiamos e estimulamos constantemente – elogiando-as, sugerindo-lhes, conversando e brincando com elas. Estamos sempre atentas para saber ouvir e respeitar as crianças, percebendo seus interesses e reações, e oferecendo oportunidade para que se expressem livremente

No Cooperar, a Educação Infantil é um espaço em que as crianças aprendem sobre si mesmas, sobre o outro e sobre o mundo. Isto não quer dizer que não haja situações de conflito como: brigas, disputas pelo material, indecisão sobre o que vão fazer, ou que alguém não queira participar de nada e atrapalhe o grupo.

Nesses momentos é que a professora ou professor precisa conhecer muito bem as crianças, para saber como agir. Ora as soluções são encontradas pelo próprio grupo, sem a interferência direta dele ou dela; ora discute-se com o grupo para encontrarem uma solução conjunta; ora a situação exigirá uma atenção particular junto à criança.

Não existem, portanto, “receitas” para educar, nem para planejar o dia a dia na Educação Infantil. O que sabemos como equipe pedagógica é que todos devem estar preocupados principalmente em:

– conhecer e aceitar as crianças como são;

– incentivar a iniciativa delas;

-valorizar as formas de expressão das crianças;

– partir sempre das experiências e interesse delas;

– criar situações em que lhes ampliem as experiências;

– oferecer oportunidades que promovam uma convivência amiga entre elas;

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